29.12.08

São Paulo FC, AMOR PRA VIDA TODA!

Ah, são tão variadas as denominações e definições pra este sentimento. Amor, paixão, vício, loucura, fanatismo, obsessão, etc. Pra piorar a coisa, além dos distintos "alvos" deste sentimento, há os níveis, os graus, e muitas vezes cada "grau" define o nome do sentimento. Pode ser pela namorada ou pelo namorado, por um ou uma pretendente, pela mãe, pai, irmãos ou amigos... todos estes sentimentos dependem de afinidades, sejam consangüíneas ou afinidades de personalidade, história, gosto. Acontece que existe um alvo deste sentimento que muitas vezes é visto como menos importante (não pra quem sente) do que os outros, portanto não compreendido por quem está de fora: trata-se do amor por um time, um clube, uma equipe de futebol.

Não podemos dizer que é um "Amor Eterno", e por que não?! Pois tudo que é Eterno não tem começo nem fim, é simplesmente e não está. Não é um sentimento que foi despertado, mas sim preexiste ao sujeito que ama e continuará a existir mesmo após sua morte (ou passagem). O conceito de Eternidade é aplicado apenas a um Deus, a deuses, entidades, a tudo que não é terreno e, portanto, apenas sentido por quem acredita nisto, neste sentimento.

O sentimento por uma pessoa surge de maneira diferente. Pela mãe pode surgir devido ao afeto e aos cuidados maternais à criança, desde sua gestação até a preocupação da mãe com relação ao bem de seu (para sempre) filho. Pelo pai, relaciona-se mais à questão de ser o exemplo a ser seguido, ou pela proteção oferecida com relação às mazelas da vida. Por um irmão, é o fato de dividir os momentos mais íntimos da infância e adolescência. Por um amigo, é o fato de compartilhar as dificuldades e alegrias da descoberta da vida em sociedade e em grupos. Por uma namorada ou namorado, dá-se o sentimento a partir de afinidades: respostas a inquietações e anseios, desejos e vontades em comum. Mas, como isso surge, este sentimento por um time de futebol e por que é algo tão intenso?

Um time de futebol não tem uma ligação direta a um sujeito comum, na maioria das vezes. Não é próximo (fisicamente), não necessariamente está localizado no mesmo bairro, muito menos tem necessariamente os mesmos objetivos e origens. Mas um time de futebol vai além de qualquer afinidade, pois um time de futebol desperta o sentimento e a necessidade de se afirmar e se constituir único, de se ter uma identidade dentro de um grupo imenso, de milhões de pessoas.

Não se trata de simpatizar por uma cor ou por um tipo de música, mas de responder às aspirações enquanto alguém que busca um objetivo maior, pelo qual precisa lutar, entregar-se, fazer o melhor de si, usar do talento e da garra, para, enfim, chegar ao topo de sua própria trajetória. Não é simplesmente a questão de ser melhor do que os outros, mas de ser, sempre, melhor do que si mesmo, ou, ao menos, de buscar isto até o fim das possibilidades ou da própria vida. É estar sempre em busca da perfeição, tê-la como horizonte e não abalar-se perante as dificuldades impostas durante o trajeto. Não se entregar por saber que a entrega não traz dignidade, porém não fugir às responsabilidades de seus próprios atos.

Um time de futebol, uma agremiação esportiva, um clube representa um misto de ideais e princípios, pelos quais um indivíduo se apega tal qual à bandeira de sua comunidade e sua luta. O futebol não é apenas um esporte, mas uma expressão. Não se resume a um jogo com 22 jogadores e uma bola em campo, mas sim de 2 sentimentos constituídos no tempo se confrontando (nem sempre pacificamente) em busca de um mesmo objetivo: superar a si mesmo (consequentemente ao adversário, na maioria das vezes). São 11 jogadores de cada lado, sim, mas ao lado de cada um destes jogadores está todo um grupo de apoio que envolve desde os departamentos profissionais até o mais distante torcedor, afastado por mazelas geográficas. São duas nações em choque por sua própria soberania, não sobre o outro, mas a fim apenas de afirmar e reafirmar sua força e dignidade perante sua coletividade.

Nada, nenhum outro esporte ou fenômeno sócio-cultural atingiu as mesmas proporções e magnitudes quanto o futebol até os dias de hoje, e quando o sentimento por um clube surge, nada pode destrui-lo. É um amor que, mesmo não eterno, é para a vida toda! Mesmo que adormeça, não acaba, jamais. Basta um jogo, um momento de êxtase e, voilà!, o amor desperta e acorda mais forte do que nunca, como um dragão que acorda para proteger seu reino e seu rei.

Amor eterno? Não, amor pra vida toda!

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Eu te amo, Tricolor!
Feliz 2009 a todos.

19.12.08

"Bambis, ora pois!"

Post retirado do Blog do Juca, do dia 19/11/2008.

Por FERNANDO GALLO*

Já que ninguém fala, direi eu.

Está na hora de nós, são-paulinos de fina estirpe, tricolores de quatro costados, assumirmo-nos: somos bambis, sim senhor! Por que não?

Depois de muito ruminar o assunto, agora, pondo em perspectiva, creio que o Vampeta prestou um grande serviço quando nos colocou o apelido.

Jocoso, pra dizer o mínimo.

Vamos falar claramente.

Funciona assim: chamo alguém de bambi querendo associá-lo à homossexualidade, de forma a diminuí-lo ou desvalorizá-lo, como se isso diminuísse ou desvalorizasse quem quer que seja.

E nós, tricolores, temos nos sentido ofendidos, sem lembrarmo-nos de que a ofensa só acontece quando o ofendido se dá por ofendido.

Pleno 2008, quase 2009, século 21!

Se futebol é coisa de macho, amigo, é também de mulheres e homossexuais, e de qualquer outra classificação em que se encaixe quem ama esse esporte.

Tricolores hetero e homossexuais, são-paulinos civilizados, hexacampeões que querem ver cada vez mais distantes a barbárie e a selvageria que assolam este mundão de meu Deus, vamos assumir em coro: somos bambis, sim, senhor! Somos bambis!

Vamos fazer como fez no passado o Palmeiras, que adotou o porco, e hoje faz lindas festas no chiqueiro.

Ou o Flamengo, que assumiu o urubu, e atualmente tem torcida organizada que leva seu nome.

Sugiro à torcida que teça uma enorme bandeira com um bambi muito másculo sentado à mesa, devorando os restos de um porco e de um gavião!

Que ela invente cânticos divertidos sobre isso.

Proponho à diretoria que encampe essa idéia, e siga indicando que somos um time moderno, um espaço para o qual convirjam pessoas de toda sorte, independentemente de suas preferências sexuais.

Vai fazer um bem danado para a imagem e para os cofres do clube.

Inclusão é palavra que deve nos orgulhar, não nos envergonhar.

A Terra será um planeta muito mais habitável à medida que aprendamos a soletrar a palavra igualdade.

Nós, tricolores, devemos dar o exemplo.

Que ele seja dotado de bom-humor.

Em coro, nos estádios país afora, ou onde quer que estejamos, gritaremos: bambis, bambis sim senhor!

*Fernando Gallo é são-paulino fanático, jornalista dos bons, heterossexual, trabalha na CBN e seu último desejo é ser empalhado em sua cadeira cativa no Morumbi, em posição de comemoração de gol.

Nota do blog: fosse são-paulino, o dono do blog assinaria embaixo.

E conta um episódio.

Em 1983, cerca de três anos antes de a torcida palmeirense adotar o porco, este jornalista, numa reunião em Parque Antarctica, presidida pelo então vice-presidente do clube, Márcio Papa, teve a petulância de propor a adoção.

Quase apanhou...

Imagino que, agora, a reação não vá ser muito diferente.

Mas o texto de Fernando Gallo tem o mérito de abrir corajosamente a discussão.

Daqui a alguns anos, quem sabe...

Em tempo: não serão aceitos comentários ofensivos, preconceituosos etc.

http://felldesign.wordpress.com/

http://blogdojuca.blog.uol.com.br/arch2008-12-14_2008-12-20.html

16.12.08

Tricolor, remontando sua história

Há exatamente 73 anos (1935), após muitas dificuldades, falências, dívidas e unificações, surgia na capital o primeiro clube genuinamente paulista. Clube este que se tornaria em breve no Mais Querido (durante o governo de Getúlio Vargas) pelo povo de SP: o São Paulo Futebol Clube.

Foram diversas histórias que compuseram sua formação e que o levaram à atual hegemonia no futebol brasileiro, além das consagrações internacionais mais recentes. Tudo começou com o Club Athletico Paulistano, fundado em 1900 e maior campeão estadual de futebol até o ano de 1929, ano em que abandonou o futebol devido à sua profissionalização: uma incrível soma de 11 títulos. Do Paulistano, algumas peças importantíssimas e históricas compuseram seu elenco, como o maior artilheiro dos tempos de futebol amador: Arthur Friedenreich.



Muitos de seus atletas foram responsáveis pela fundação do Tricolor Paulista, junto ao Associação Atlética das Palmeiras (AAP) (1902-1928), campeão paulista por três vezes. O AAP instalou sua sede na "Chácara da Floresta" (onde hoje está o Clube de Regatas Tietê - local da Pte das Bandeiras), mas assim como o Paulistano, não manteve as atividades com a chegada do futebol profissionalizado, e seus atletas e alguns diretores fundaram em 1930 junto a membros do Paulistano o antigo e clássico São Paulo da Floresta (nome este devido à sede estar localizada na Chácara da Floresta). O São Paulo da Floresta foi campeão paulista em 1931 e ostentava, desde então, o uniforme tradicional branco de 2 listas horizontais (vermelha emcima, preta embaixo) originadas das duas agremiações que o fundaram.

(Formação em 1933: Friedenreich, da direita pra esquerda, em pé, é o terceiro atleta)


O clube, porém, não resistiu e em 1934, após endividar-se ao adquirir o "Trocadero" (luxuoso local escolhido para ser sede, localizado atrás do Teatro Municipal de SP) e submerso em dificuldades, foi absorvido pelo Clube de Regatas Tietê. Durante o ano de 1935, o SP da Floresta disputa uma seletiva pro campeonato paulista, mas não se classifica, fechando as portas e reabrindo apenas no fim do ano por iniciativa de membros e fundadores com o nome de Club Atlético São Paulo, que posteriormente, em 16 de Dezembro do mesmo ano, mudaria para São Paulo Futebol Clube, tal como o conhecemos hoje.

O São Paulo Futebol Clube é um clube de muitas glórias e já mostra isso na contagem de seus títulos e troféus, sendo 20 taças como campeão paulista (mais o "Super Paulistão" de 2002), em apenas 73 anos de existência, além de 6 Brasileiros (iniciado em 1971), 3 Libertadores (desde 1960) e 3 Mundiais (no antigo módulo de Torneio Intercontinental entre América da Sul x Europa) - os títulos mais relevantes para o futebol atual. Além de títulos importantes à época e que hoje caem no esquecimento (como os extintos mundiais que o SPFC conquistou duas vezes).

A história não é só de sucessos e o que mostrou-nos isso é que durante os tempos da construção do Morumbi (1952-1970), o clube priorizou então somente o estádio e assim sofreu uma época de vacas magras no que concerne a títulos. Porém o tempo em que "perdeu" com a construção do grande Cícero Pompeu de Toledo (ex-presidente do clube, que faleceu antes do término das obras e, por isso, foi homenageado com seu nome cedido ao estádio), o clube resgatou suas raízes vencedoras e se tornou novamente uma das maiores potências do Brasil em apenas 7 anos (quando, em 1977 abocanhou seu primeiro Campeonato Brasileiro).



A década de 70 seria o recomeço de uma luta rumo à hegemonia, reafirmada em 1986 e em 1991 com outros 2 brasileiros, e, por fim, sacramentada em 1992 e 1993, com a dobradinha de títulos Mundiais (intercontinentais) organizada pela Toyota em Tokyo. 12 anos depois, apesar de alguns títulos paulistas (hoje já não tão relevantes), uma tríplice coroa no ano de 2005 (Paulista, Libertadores e Mundial) e mais 3 Brasileiros nos anos seguintes (2006-2008), tendo sido o primeiro time a conquistar o Brasileiro pela 5ª e 6ª vez e o único a fazer a tríade: conquistar o caneco por três vezes seguidas!

2009
está aí e promete muita coisa, especialmente pela ansiosamente aguardada Libertadores. Alguns nomes já foram contratados, uns que trazem certo impacto, outros nem tanto, mas uma coisa é certa: o Tricolor vai brigar pelo título, com ou sem o meia que tanto desejamos!


Este texto apenas pretende remontar a história do nosso amado Tricolor Paulista, por uma simples razão: relembrar, em seu aniversário, as suas origens campeãs, vencedoras, sofríveis e saudosamente orgulhosas. Pois é como entoamos juntos, ao cantar o hino nas arquibancadas imponentes do Coliseu Tricolor (o Morumbi): "AS TUAS GLÓRIAS VÊM DO PASSADO"!

Parabéns São Paulo Futebol Clube, por seus maravilhosos e vitoriosos 73 anos de existência! Parabéns por sua história grandiosa e gloriosa! Parabéns Nação São Paulina!


Parabéns São Paulo Futebol Clube, amor da minha vida!

9.12.08

Chupa, Morre-Morre!!






















É Hexa, com MURICY Ramalho!!
HAHAHA
Desculpe-me, caro amigo tricolor e frequentador assíduo da GDMTricolor, mas promessa é dívida e se Jezus não cumprir as suas, quem cumprirá?!
Apenas uma sadia brincadeira com um cara que não admira o trabalho do técnico do Tricolor Paulista e é muito crítico a este, mas nada demais, pois somos todos tricolores e Hexa Campeões!!
Abraços a todos vocês e um abraço, morre-morre!

Ps.: em breve postarei um texto digno de nosso amado Tri-Hexa Campeão Brasileiro!

5.12.08

Acreditai, óh Tricolores!

É chegada a hora FINAL! O momento derradeiro está próximo! São apenas alguns dias, algumas horas, e a semana passa lentamente para todos os tricolores! A ansiedade é cada vez mais forte, mas vejo que tem muito são paulino ressabiado. Tudo bem, deixamos pra última hora pra garantir o caneco, após um jogo em casa frente nossa maior pedra no sapato em 2008. É bem verdade que a chance era dourada, mas escapou, porém a mídia está fazendo pressão, insinuando que o SPFC estará nervoso domingo, que a pressão pra ser campeão é só do SPFC, que pro Grêmio virou um "que vier é lucro" quando na verdade as coisas não são bem assim.

O São Paulo está com a faca e o queijo nas mãos, começará a partida de domingo já campeão, pois 0x0 é empate - que eu saiba, e é só de um empate que o Tricolor precisa pra levantar a taça. Além do mais, qualquer gol que o São Paulo marque, já vai causar um desespero enorme no Grêmio, afinal de contas, o time dos pampas precisa vencer de qualquer maneira e, mesmo que em casa, ficará sob pressão de marcar os gols e ainda vão jogar torcendo por uma derrota Tricolor, já que não interessa a eles nenhum outro placar em nossa partida.

Um resumo da ópera conclui que apesar de o SPFC estar sob grande responsabilidade e pressão, tem tudo para se manter calmo e certo do Tri-Hexa, inversamente ao time gaúcho. São números e dados que mostram o SPFC como mais forte candidato, mas são mais do que isso, são energias e a experiência do elenco, o técnico e o peso da camisa que fará com que o SPFC seja campeão.

Muitos se retorcem ao ver que é Muricy Ramalho no comando do Tricolor quem nos levará ao Hexa Campeonato. Alguns sequer admitem que o treinador tem grande parcela de culpa (positiva) nesta conquista, mas todos deverão aceitar o fato e dizer, no futuro a seus filhos que, "sim, filho, o técnico do tri-consecutivo foi Muricy Ramalho!". A história não permitirá que isto seja ocultado, e admitiremos que, com seus defeitos e teimosias, Muricy foi (é) um grande treinador.

Ademais, estou na torcida de que um outro nome que está escalado brilhe na partida e supere sua fase-08, extremamente instável: Richarlyson. O volante-coringa do SPFC está em mal momento desde o início do ano, quando foi deslocado pra lateral esquerda em função das deficiências da equipe e, desde então, está sendo visto como responsável por grande parte dos fiascos do SPFC no ano. Não é pra menos, pois cometeu grandes falhas durante o Paulista e a Libertadores, em jogos chave, e após sua saída da equipe, rumo ao banco de reservas, concomitantemente à ascensão do jovem Jean, a equipe subiu (e muito) de produção e agora lidera o torneio. Mas torço pela volta do futebol deste meia/volante/lateral/zagueiro que ajudou demais na campanha do Penta e, agora, será peça fundamental tanto no sistema defensivo como na armação de jogadas contra o Goiás. Espero que justifique minha esperança e cale os críticos (inclusive eu) com muito futebol e mais um título. Torço para que contribua com uma vitória (ou mesmo empate) ante o time goiano que, por sinal, está "cantando de galo" ao afirmar que se o Grêmio fizer o dever de casa será o campeão, pois o Goiás fará o dele vencendo o SPFC. Além de ignorarem (todos) o papel, que pode ser decisivo, do Galo Mineiro (Atlético), que pode muito bem arrancar ao menos um empate contra o Grêmio e frustrar qualquer expectativa dos gaúchos, apenas para fechar o ano com uma marca importante no torneio.

Bom, por enquanto, é só!
Um forte abraço a todos e...

Acreditai, óh Tricolores!

3.12.08

Tricolor: Mais Que Uma Paixão - Amor Eterno

Pois é, tricolores: o Hexa foi adiado - em uma semana, mas não há motivos para pânico! Confio no meu Tricolor e sei que domingo, ante o Goiás, veremos um time guerreiro, jogando forte e entregando o sangue em busca de uma vitória. Vitória, esta, que pode ser sinônimo até de empate, pois um mero pontinho nos torna campeões, independentemente do resultado da partida entre Grêmio e Atlético Mineiro. É semana de trabalho, de concentração, de treino, de foco, de determinação, pra que chegue domingo e os jogadores transformem tudo isso em tranqüilidade, vontade, garra, futebol e, preferencialmente, em muitos gols!

Independentemente do resultado da partida, o São Paulo é meu campeão. Talvez por alguma fatalidade possa sair de campo apenas como vice-campeão, mas isso não diminuirá as glórias de nosso "Tricolor Querido do Coração". Para mim, o SPFC é sempre o campeão e por mais que algumas derrotas ou fracassos apertem o coração e lacrimejem os olhos, as lágrimas eu só derrubo por alegria, algo bem comum para um torcedor do Tricolor Paulista. Desde 2005 o São Paulo tem "me presenteado" com títulos. Sou nascido em 12 de dezembro e desde então, o SPFC me presenteou com um Mundial e dois Brasileiros, estou confiante no terceiro. Detalhe é que o clube foi fundado em 16 de dezembro de 1935, e em 12 de dezembro de 1992, posteriormente no ano de 1993, o São Paulo conquistara, como meu maior presente "pelo clube", dois mundiais interclubes (os dois primeiros de nossas maiores conquistas). É impossível não amar tanto um clube como o SPFC, especialmente no meu caso, que cresci me sentindo privilegiado em comemorar meu aniversário e dois títulos de tamanha importância conjuntamente.

Portanto, Eu te Amo, Tricolor! Não serão derrotas ou fracassos que diminuirão este amor, pois eu sempre serei tricolor, "brasileiro que te ama eternamente"!

Abaixo, segue poema (que pode virar música) que compus recentemente.

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Onde quer que esteja


Nasceste solitário
após todos teus rivais
e ergueste tua bandeira
em sentimentos imortais
Sempre forte e de pé
contemplas o céu teu
Tu conquistas estrelas
e fazes do mundo, meu

Onde quer que eu esteja,
me sentirei um campeão pois,
meu querido Tricolor,

tu estás no coração
Sei que não é de agora
mas a cada geração
Tu cresces, te tornas gigante
Te fazes uma nação

Para mim, justo seria
seres onipresente também
pois comigo te carrego
por todo sempre e além
Tricolor, o mais querido
és tu, óh Glorioso
Tua casa é minha casa
Teu Coliseu, o grandioso

Onde quer que eu esteja,
me sentirei um campeão pois,
meu querido Tricolor,

tu estás no coração
Sei que não é de agora
mas a cada geração
Tu cresces, te tornas gigante
De sempre, és uma nação


(Bruno Muniz - 20/11/2008)

29.11.08

A 24 horas - Uma Previsão

A cerca de 24 horas do título, a ansiedade toma conta e parece que as horas se estacionam. Após uma campanha irregular no princípio, o Tricolor despontou à frente do campeonato Brasileiro e hoje é o lidero com 5 pontos de diferença do segundo colocado, Grêmio. São 6 pontos em disputa, portanto, apenas 2 pontos (ou qualquer empate do Grêmio) dão o título ao Tricolor Paulista. Mas não bastam os números concederem ao SPFC a provável faixa de campeão, estes precisam se confirmar em campo e é isto que está fazendo o coração de cada são paulino bater mais forte, mais rápido e mais sincronizado.

Neste momento, são milhões e milhões de tricolores espalhados pelo Brasil, aguardando pela tarde de amanhã, pra soltar de vez o grito de "campeão" e comemorar o título que mais pode representar nos últimos 3 anos o que é o "Clube da Fé". De peito estufado, já vejo os carros a caminho do Morumbi com as bandeiras tricolores expostas nas janelas e vidro traseiro, os ônibus e ruas cheios de torcedores orgulhosos de camisa vestida e bandeiras na mão. É, sim, possível prever o futuro: São Paulo Futebol Clube, hexa campeão brasileiro; três vezes consecutivas; três vezes no Morumbi; três vezes com Rogério Ceni erguendo a taça; três vezes sob o comando de Muricy Ramalho.

Sim, é muito pela história, pela camisa e pelo que representa nossa casa que o SPFC será campeão brasileiro de 2008. Mas é impossível não atrelar esta imensa conquista a duas figuras importantíssimas: Rogério Ceni e Muricy Ramalho. Ambos foram alvos de críticas de uma considerável (menor, mas grande) parcela da torcida são paulina durante o ano de 2008: Rogério Ceni sofreu após a eliminação no Campeonato Paulista, também por uma falha cometida nas semifinais ante o Palmeiras, que resultou no segundo gol (sacramento da classificação) do time do Parque Antártica; já Muricy Ramalho, além deste momento, foi o responsabilizado (por muitos) pela trágica eliminação na Libertadores (pela terceira vez seguida contra times brasileiros) ante o Fluminense. Mas os dois se reergueram e mostraram seu valor perante a torcida mais mal-acostumada (ainda bem!) e mais feliz do Brasil.

Verdade seja dita, Rogério Ceni enterrou há alguns anos a visão de que era um jogador que "tremia" nos momentos decisivos e, agora, Muricy mostra que não são apenas a quebra de tabus positivos que marca sua passagem no Tricolor, e sim quebra tabus negativos. Até 2006, o SPFC nunca havia comemorado um Brasileiro em casa, estamos indo já para o terceiro consecutivo comemorado em casa: se isto não é obra (também) de Muricy, não acho que haja mais o que comentar a respeito dele.

Esperneiem palmeirenses, corinthianos, santistas, flamenguistas, vascaínos (2ª?), fluminenses, gremistas, colorados, botafoguenses, cruzeirenses, atleticanos: O São Paulo é o maior de todos, pois "dentre os grandes, és o primeiro".

O Tricolor ainda não é Hexa, mas apenas um acidente muito grande nos tira este título. Os quase 70 mil torcedores que estarão presentes no Morumbi amanhã, somados a todos os que de longe torcem pelo SPFC em suas casas empurrarão a equipe para mais esta importantíssima e inédita conquista. Eu estarei presente no maior Templo do Futebol das duas últimas décadas: o Cícero Pompeu de Toledo. Minha bandeira está separada, minha camisa também! Falta apenas acostumar o coração com esta sensação de sempre ser O Primeiro! E, isto não acontecerá, pois a cada vez que chegamos lá, a paixão fala por si e nada segura o sentimento.

Vamos São Paulo, Vamos ser "Campeão"!!

25.11.08

E aí vem o Campeão!

Ah, se não fossem os tombos. Tombos doloridos e daqueles que não machucam, mas intimidam. Estalam o corpo todo e nos deixam pesados, a ponto de dar a impressão de que levantar é impossível. São estes tombos mais duros que fazem de um vencedor mais merecedor ainda de suas vitórias, conquistas, honras, glórias e admiração.

Pois estou falando, é claro, do São Paulo Futebol Clube.

Desacreditados, obtivemos uma recuperação de “virtuais” 16 pontos. Quando digo, “virtuais”, o digo, pois tínhamos uma desvantagem com relação ao primeiro colocado no torneio de 11 pontos e hoje temos uma vantagem em 5 pontos. Não é uma recuperação de reais 16 pontos, pois conquistamos muito mais do que isto.

Graças a uma vitória apertada em São Januário sobre o Vasco da Gama e um massacre na Bahia, pelo Vitória em cima do Grêmio, nos deram uma folga de que precisamos apenas de dois empates para sair hexa campeões domingo que vem dia 30 de novembro, no Morumbi. O adversário também é oportuno: Fluminense. O algoz de 2008 será a vítima (esperamos) do dia do Tri, do Hexa, ou como queiramos chamar esta incrível marca alcançada, somente, pelo Tricolor Paulista.

Não pretendo me estender, mas apenas para finalizar, gostaria de recomendar ao torcedor Tricolor que reveja o segundo gol do São Paulo sobre o Vasco no último domingo: a movimentação de Hugo que corre por trás do zagueiro, a partir da meia lua, até aproximadamente a marca do pênalti, domina a bola no peito e arremata para o gol é de dar grande crédito ao “camisa 18” do SPFC.

Parabéns, São Paulo! Pela grande recuperação e ascensão.

E antes de finalizar, devo ressaltar algo importante que foi dito há cerca de 1 mês e meio atrás, por ninguém menos que o capitão, Rogério Ceni. Nosso goleiro-artilheiro disse que o time que desejasse ser campeão precisaria atingir a marca de 74 pontos e isto está registrado. Palpites de um goleiro matemático que parecem se concretizar, caso domingo haja (mesmo) vitória em nosso território. Para quem não se recorda, recomendo que acessem: globoesporte - dia 9/10 (clique).

Encerro aqui, o mais curto, até agora, capítulo da Bíblia Tricolor! Obrigado a todos!


PS: Força na recuperação, Zé Luís.

10.11.08

Vitória Suada e Aguerrida: como faz um campeão!

Primeiramente, obrigado por sua visita. Volto ao blog, para comentar a última rodada do campeonato nacional, festejar e fazer minhas “apostas” com relação ao futuro do campeonato!! Vamos lá!

Como não comemorar uma vitória suada feito a de sábado como se fosse um título? Ainda mais por se tratar de uma vitória que mantém, garante e afasta o Tricolor de todos seus adversários na luta pela taça do Brasileiro em dois pontos, ao menos.

Foi uma vitória sofrida, contra um time tradicional, rival, num clássico paulista, na casa do adversário (ex-casa Tricolor), sob forte pressão e frente uma grande necessidade (a de vencer um adversário que vinha complicando a vida de todos os que lutavam, sim, no passado, pelo caneco): a Portuguesa. Após uma partida nervosa – na qual o Tricolor abriu o placar e foi o tempo todo “perseguido”, tendo sido 5 tentos, 3 para o SPFC – o Tricolor do Morumbi garantiu sua posição como líder do campeonato e até o fim do jogo de hoje entre Palmeiras e Grêmio, esteve com uma vantagem de 4 pontos do (até então) segundo colocado. Hoje, a rodada não foi melhor apenas porque a vitória do Grêmio, fora de casa, os colocou como segundo colocados, apenas a 2 pontos do São Paulo FC, mas foi mais positiva do que se a vitória fosse alviverde. Com o fim da rodada, as esperanças gremistas mantiveram-se acesas, porém o sonho palmeirense pelo Pentacampeonato se distanciou ainda mais e, arrisco a dizer, se tornou quase impossível, muito inviável, portanto: “Tchau, Palmeiras! Até a Libertadores-09, na qual, por nós e novamente, serão eliminados!”.

O Flamengo venceu o clássico carioca frente ao Botafogo e se aproximou de Palmeiras (agora 4º colocado) e Cruzeiro (3º, após vitória contra o Fluminense). A situação da tabela não mudou muita coisa pra nós, pois ainda dependemos apenas de nós mesmos, apesar de eu estar confiante em, ao menos 1 tropeço por parte do Grêmio até o fim do campeonato. A seqüência de adversários do time gaúcho é mais simples e mais fácil do que a da equipe paulista, porém não vejo no SPFC a insegurança do começo deste ano, e, ressalto que, nos últimos anos, em todos os torneios que o Tricolor liderou por mais de 1 rodada, pelo menos, não saiu mais da ponta até conquistar o caneco. Desde 2005 (ano de conquistas), todas as vezes que o SPFC foi primeiro lugar em algum momento da competição, assim se manteve até o final.

Temos Figueirense (na zona de rebaixamento) em casa, Vasco (desesperado pra fugir do rebaixamento) fora de casa, Fluminense (mais desesperado ainda, porém o mais indigesto pra nós este ano) em casa (local onde os derrotamos por 1x0 na Libertadores; gol de Adriano) e, por fim, Goiás no Serra Dourada. Times com pretensões pequenas (se manter na Elite Nacional), porém, justamente por isso, mais perigosos que os despretensiosos adversários do Grêmio na competição.

Mas Borges voltou a marcar, está com mais 4 gols registrados nos dois últimos jogos (o último contra a Portuguesa foi conferido a ele, por parte da Comissão de Arbitragem da CBF, e não a Zé Luis) e isso é ponto importante pra equipe. A volta de Hugo – após suspensão – trás, também, além de uma boa opção pro meio campo e ataque, a volta da posse de bola nos pés tricolores e um dos jogadores que mais desarma, além dos jogadores tipicamente defensivos. Faz com que o meio de campo seja mais consistente (com Hernanes e Jean mais defensivos do que na partida contra a Portuguesa) e dá mais cadência ao setor, quando a bola está no pé. Não é um jogador único, porém adquiriu bastante importância pro time, além de ser um dos artilheiros tricolores na competição, atrás, apenas de Borges. O único problema é que André Dias (o xerifão) estará fora da próxima partida, ante o time catarinense, pois recebeu seu terceiro cartão amarelo na partida de sábado e desfalcará a equipe. De qualquer forma, temos como opção pro setor o jovem e talentoso zagueiro Aislan, o não tão confiável, mas regular Juninho e o próprio volante polivalente Zé Luis, que pode jogar mais recuado e possibilitar a entrada de Joilson na ala direita.

Temos um técnico ranzinza, por muitos odiado, por muitos mais admirado, por outros, invejado, por diversos, cobiçado. Muricy Ramalho tem a cara do Tricolor e, hoje, o SPFC tem sua cara. É chato, é persistente, teimoso, muitas vezes sistemático, mas uma coisa é fato: é eficiente. O treinador de sotaque interiorano e sem meias-palavras é inteligente, não deixa que sua importância no grupo seja maior do que a de cada jogador, porém mantém seu valor intacto e de pé. Sem dúvidas, grande parte dessa possível (creio que provável) conquista do São Paulo se deve a este sujeito, conquista esta que seria sua quarta pelo clube. Sim, Muricy conquistou o Brasileiro de 1977, ainda como jogador pelo SPFC, e agora pode conquistar seu terceiro caneco, como treinador do Time da Fé.

Confio em vitória na próxima partida e mais nada além disso. Não acredito em um tropeço agora, talvez contra um dos cariocas ou contra o time goiano, mas quando o título já estiver praticamente assegurado (contando com um possível e provável tropeço dos atuais vice-líderes). Eu sou Sempre Mais Tricolor, pois sei que o São Paulo FC não é time de tremer quando, nos momentos cruciais, está com 1 dos 5 dedos na taça. Sábado, colocamos um dedo e, a cada vitória, será mais um, até que seguremos o troféu com firmeza e possamos erguê-lo ao alto e gritar, pela sexta vez (terceira consecutiva) “é campeão!”.

Que venham os adversários, que lutem bastante, pois seu suor apenas justificará mais ainda a soberania Tricolor dentro das linhas do país do futebol.

Eu Acredito em ti
Porque eu te amo, Tricolor!

4.11.08

Sim, está próximo! O Hexa

Como ressucitei o blog (ressurreição, jezus, entendeu?? trocadilho, ahn?), nada mais justo que fazer um post logo após uma rodada super favorável, ahn?!

Bem, eu já havia dito antes do clássico SPFC x Palmeiras, que quem saísse vitorioso seria campeão. Não houve vitorioso (em pontuação), mas houve um time que saiu com a certeza de que tinha futebol o suficiente pra reverter a ordem do torneio. Este time foi o Tricolor, e por quê?

Bem, me parece simples e justo: apesar de termos sofrido um empate amargo com gosto de derrota nos últimos minutos de jogo após bela jogada de Denílson (ex-SPFC) e após gol-contra de Dagoberto (que havia marcado um golaço no primeiro tempo), foi nítido o domínio tricolor na maior parte da partida. Desde aquela partida, o Tricolor mostrou que tinha futebol o suficiente pra encarar quem quer que fosse e, a partir de então, apesar de uma partida morna contra o Sport Recife, a qual vencemos, mandamos no jogo contra o Botafogo (mesmo com sustos e um gol-polêmico invalidado dos anfitriões) e domingo agora, atropelamos, sem dó nem piedade, o Internacional de Porto Alegre. Maior posse de bola, bastante movimentação, muita raça e determinação tática, e apesar de algumas falhas de marcação, um setor defensivo quase intransponível, pois, se os zagueiros ou volantes não fazem o que deveriam às vezes, lá está Rogério “Air” Ceni, o maior goleiro do Brasil já há alguns 4 ou 5 anos (fácil!).

Estive presente no Estádio do Morumbi e vi 54 mil pessoas empurrando a equipe de forma que era possível sentir a energia positiva no ar. Acertei o placar: 3x0, que havia comentado com um amigo, espero que minhas outras previsões sejam certas também. “Como eu te amo Tricolor!” soava e parecia que os gritos de cada torcedor se tornavam um jogador a mais em campo, mesmo que sem a bola, pra fazer com que o SPFC se aproximasse mais e mais do título, ou, ao menos, da liderança. Fato este, consumado após a confirmação do empate por 1x1 entre Grêmio e Figueirense em pleno Estádio Olímpico. Nada mais parecia inatingível, para um time que esteve a 11 pontos do líder em pouco mais de 1 mês e hoje estar 1 ponto a frente do vice-líder, e a 2 pontos do que era, há meses e até sábado, o líder do campeonato, Grêmio. Um crescimento que mostra um poder de reação da equipe altíssimo, independentemente do nível do torneio ser ou não dos mais altos. Mas uma coisa há de ser dita: tal como o futebol do Tricolor não é mais tão vistoso como nos últimos anos, especialmente 2005 e 2006, o futebol das outras equipes também evoluiu, apesar de irregularidades e inconstâncias. Não fosse assim, estaríamos, novamente, na ponta e com uma diferença considerável para o segundo colocado.

Não foi uma vitória apenas, mas sim várias. Primeiramente, foi uma vitória que nos rendeu a liderança do torneio. Depois, foi uma vitória sobre a desconfiança na equipe, que mostrou um futebol de muito brio e garra, e na própria torcida, que compareceu em peso e agitou as arquibancadas (fazendo tremer as estruturas durante o jogo todo). Por fim, foi uma vitória que estabeleceu um marco importante e super relevante nos últimos torneios nacionais que o SPFC disputou: quando assumiu a ponta do Brasileiro, levou até o final (em 2007, perdemos a ponta apenas por uma rodada e logo recuperamos).

Acredito na força do elenco, no peso da camisa, na sorte de campeão, na tradição, na tabela teoricamente mais simples e, principalmente, na vontade de cada são-paulino (elenco, comissão, torcida) em se tornar o primeiro Hexa Campeão Brasileiro (e conquistar o inédito “tri consecutivo”). O trabalho não é fácil, mas todos fatores acima citados hão de confirmar minha crença.

Força do elenco: o elenco é renomado, jovem e experiente. Tanto em vitórias, quanto em derrotas; assim sendo, creio que está bem calejado com a situação de pressão.

Peso da camisa: qualquer equipe brasileira e mundial que vê a camisa do SPFC, mesmo que não em grande fase, respeita. Em um momento de ascensão no campeonato nacional, é de dar medo enfrentar essa equipe, ainda mais quando são times que se encontrar em situações difíceis. Zebras (sim, porque pra mim seria “zebra” perder algum dos próximos jogos, sem querer menosprezar) acontecem, mas não acho que perderemos algum jogo, talvez, no máximo, role um ou dois empates.

Sorte de campeão: é místico, é mágico ou superstição mesmo. Mas quando uma bola bate na trave e na linha e não entra totalmente e, ainda por cima, o juiz não valida o gol, ou quando um gol polêmico é invalidado sem que haja pressão ou reclamação, acredito que seja sorte, pois teoria da conspiração pra mim, é só pra justificar fracasso (às vezes uso também rs!). Competência é sempre necessário, mas quando competência se alia à sorte, daí não há quem segure.

Tradição: não se compra, se conquista. Como maior vencedor de Brasileiros, Libertadores e Mundiais dentro de solos tupiniquins, não acho que haja time de maior tradição, mesmo que mais antigo, que nosso saudoso Tricolor. E Tradição dá peso à camisa, tópico que já explanei acima.

Tabela simples: como já comentei no “post” anterior, temos uma tabela bem mais simples que a de outros adversários e concorrentes ao título, sem confrontos diretos e sem grandes clássicos regionais a disputar, apenas Fluminense e Vasco seriam oponentes tradicionais à altura, mas estão em péssima fase, na zona da degola.

E, por fim, vontade: a garra e determinação que o conjunto são-paulino tem mostrado em campo e fora dele (reservas que, ao menos nas partidas – quando e onde mais interessa – sempre mostram muita satisfação e apoio aos companheiros que jogam) são fatores que fazem toda a diferença a favor de um time. Coisa que às vezes me parece faltar ao que, a meu ver, é nosso maior adversário na briga pelo título: Palmeiras. Mesmo com alguns discursos de união, vejo um time com pequenas brechas, indicando possíveis problemas, quando um goleiro (Marcos) pensa e fala uma coisa, seu técnico (Luxemburgo) o contraria e, de quebra, contradiz palavras de alguns dirigentes (que justificariam nosso, do SPFC, sucesso nas costas de uma suposta arbitragem favorável ao time do Morumbi), dentre outras coisas.

Pra não me alongar (mais ainda), fecho com um cântico, dos mais belos, que não me canso de cantar e, acredito que, é o que mais empurra a equipe rumo às vitórias, o que mais nos dá força e liga, o que mais nos faz ser um time “campeão”:

“Vai lá, vai lá, vai lá!
Vai lá de coração!
Vamos, São Paulo! Vamos, São Paulo!
Vamos, Ser Campeão!”


P.s.: Miranda foi convocado para a Seleção Canarinho! Nada mais justo e merecido. Parabéns, dono da zaga Tricolor. Além de tudo, não nos desfalcará em nenhuma partida (ao menos, a princípio, se não se machucar - espero!).

Obrigado a todos! E voltem sempre.

1.11.08

Enter the Dragon

Operação Dragão (sim, me inspirei no nome do filme de Bruce Lee)

Não há melhor momento de ressuscitar este blog-adormecido do que este. Por quê? Parece-me até óbvio, em todo caso, justifico. Neste tempo todo que me ausentei, estive ocupadíssimo (aliás, ainda estou, não fosse minha cara-de-pau de mexer no computador mesmo tendo prioridades muito maiores que a internet na vida), com meu trabalho e minhas correrias do dia-a-dia. Tais ocupações me tiraram a possibilidade de fazer meus habituais textos e de acompanhar meu amado, nosso Mais Querido Tricolor nos estádios, especialmente no Morumbi, nossa casa tão grandiosa e histórica, de tantas glórias e conquistas.

Mas estou de volta, no momento mais oportuno possível. No momento em que o Dragão desperta de vez, mostra que continua protegendo seu império, seu domínio, sua glória, sua força. O Dragão chamado São Paulo Futebol Clube, atual dono do “cinturão” do futebol nacional, mais incontestável impossível, pois foram 2 títulos seguidos após quedas dramáticas em Libertadores, assim como foi este ano. Finalmente, trauma superado meses e meses depois, o Tricolor Paulista encosta no líder, o Grêmio. A diferença do time gaúcho reside apenas nos critérios de desempate, sendo que o Grêmio possui 17 contra 16 vitórias no torneio.

Durante a temporada 2008, o SPFC sofreu, martelou, tropeçou, frustrou, cansou, irritou, empolgou, iludiu e desiludiu. Não foi ano de contratações, talvez a única tenha sido o empréstimo relâmpago de Adriano (hoje reserva na Inter de Milão) que resultou num futebol centrando as atenções ao jogador em recuperação – uma jogada de marketing do clube que marcou 17 pelos pés do atacante, em 24 partidas disputadas. O final deste casamento entre o Dragão e o Imperador foi trágico, derrubados pelo Fluminense com um gol traiçoeiro, dolorido, do “Coração Valente” Washington.

Não houveram mais contratações de peso, apenas alguns nomes sem tanta força, mesmo que em boas fases em suas equipes, casos de Joilson, Juninho (ambos do Botafogo), e outras contratações polêmicas, como Carlos Alberto e Fábio Santos (Vida Loka). Sem dúvidas foi um ano difícil e, culpados não faltaram. Alguns apoiavam seus argumentos todos sobre o mau planejamento da diretoria (fato que surpreendeu o mais cético dos comentaristas e torcedores), outros jogaram a culpa toda no técnico Muricy Ramalho, por sua teimosia e persistência em certos jogadores (Richarlyson, por exemplo, foi o bode-expiatório escolhido) e por sua clássica grosseira-sinceridade com a imprensa. Ainda houve gente apontando uma doença que afeta todo o futebol brasileiro e, em grande parte, latino-americano: a safra ruim de talentos. Dentre tais talentos, o técnico são-paulino (de contrato e de coração) encontrou um meia que (poderia ter surgido antes) ajeitou o setor de meio-campo da equipe, ao lado de Hernanes, tanto no aspecto defensivo como ofensivo. O jovem de 22 anos, Jean, fortaleceu o meio-campo com desarmes seguros, personalidade, raça, técnica (mostrada no belíssimo gol na última quarta-feira, ante o Botafogo, encobrindo o goleiro) e velocidade.

Perdemos neste ano uma semifinal de 180 minutos para o Palmeiras no campeonato Paulista, somada a eliminação nas quartas pro Fluminense no torneio favorito do SPFC, mas agora no fim do ano, com o time mais estável, apresentando, se não padrão de jogo, maior variedade de jogadas, mais vontade e garra. Até que finalmente podemos ver nosso querido Tricolor em seu lugar novamente, o topo. Apenas o SPFC pode tirar de si mesmo o troféu, mesmo ainda estando atrás do Grêmio em números de vitórias, e por quê?

O time dos pampas tem pela frente confrontos diretos contra Palmeiras e Flamengo e, convenhamos, não é mais nem um pouco favorito, visto o placar e o baile que levou no Mineirão frente o Cruzeiro: 3x0. O nosso vizinho de CT está logo atrás, com 1 ponto a menos apenas, mas ainda topa o Grêmio em breve e o Santos (neste domingo) que está em ascensão, além de ser um clássico Paulista de muita tradição e equilíbrio em brasileiros. O time carioca, por sua vez, perdeu os dois confrontos contra o Tricolor no ano, deixou escapar uma vitória na última quarta, se distanciando em 3 pontos do líder, e ainda vai se encontrar com Palmeiras e Cruzeiro, sem citar o clássico contra o Botafogo. Já o Cruzeiro tem apenas o Flamengo de confronto direto, além de encarar, no Beira-Rio o Internacional.

Nossa tabela é, sem sombra de dúvidas, a menos complicada até o encerramento do torneio: Internacional (em casa, no Morumbi), Portuguesa (fora, no Canindé), Figueirense (em casa), Vasco-freguês (fora, provavelmente em São Januário), Fluminense (em casa) e, por fim, Goiás (fora). Não são adversários tão perigosos, talvez apenas o Internacional represente grande perigo, apesar da ascensão da Lusa fugindo da zona de rebaixamento. Os outros adversários são mais fracos ou menos pretensiosos: o Goiás está apenas tentando garantir-se na Sul-Americana, o mesmo serve pro Inter que, alguns dizem, tem interesse em ver o Grêmio se complicar. Vasco está na zona de desespero, quase na Série-B 2009, o mesmo perigo existe pra Fluminense e Figueirense. Sendo assim, não vejo grandes dificuldades em mantermos a pegada e o ritmo.

A choradeira já começou, no último dia 29, quando o SPFC venceu o Botafogo em pleno Engenhão e acumulou a mesma pontuação do líder Grêmio. Dirigentes do “prejudicado” Botafogo – em especial o presidente (ou torcedor?) Bebeto de Freitas chegou a invadir o gramado, reclamando exaltado e dizendo que aquilo (a anulação do que teria sido o gol de empate carioca) foi um assalto à mão armada. Aproveitando o embalo, quem está irritado com o Internacional de Porto Alegre (pois supostamente estes, seus eternos rivais gaúchos, entrarão “mole” contra o Tricolor Paulista neste domingo, devido ao número de reservas escalados), o Grêmio não perdeu tempo em reclamar também. Afirmam que já há favorecimento ao Tricolor Mais Querido por parte da arbitragem, ignorando que no jogo que o SPFC perdeu para o próprio Grêmio, fomos “prejudicados” por um gol ilegal (em impedimento) que o juiz da partida validou.

Não bobo, pra não ficar atrás, dirigentes do Palmeiras entraram na onda de reclamar (já diria Raul Seixas: “eu também vou reclamar”). Afirmam a mesma coisa que o Grêmio, porém deveriam, tal como o atual líder do torneio, olhar pro próprio umbigo e se recordarem (ambos) de suas recentes derrotas (por 3x0, no caso do Grêmio para Cruzeiro e 2x0 para Portuguesa – no caso do Palmeiras, 3x0 para o Fluminense). É fácil reclamar de arbitragem, isolar os fatos e colocar um bode-expiatório pra tudo. Ocultar as próprias limitações e ignorar os próprios tropeços, abrir mão da responsabilidade sobre as próprias mazelas e erros cometidos, quem não quer? Difícil é ter peito, admitir seus próprios erros e seguir em frente, justificar a posição onde está independentemente do que acontece com os outros.

Sempre que o papo é arbitragem em Brasileiros, penso no campeonato de 2005, conquistado pelo Corinthians (de volta à Série A em 2009). Na ocasião, uma enorme polêmica envolvendo a arbitragem fez com que vários jogos voltassem e tais partidas acabaram beneficiando (indiretamente) ao Corinthians que, por sinal, empatou com o Internacional (vice-campeão no ano) em 1x1 em partida mais polêmica ainda (já citada anteriormente). Fato é que houve um grande esquema de arbitragem, mas até a última rodada, o Internacional tinha como reverter a situação, foi incompetente, perdeu o torneio e até hoje se lamenta. Incompetência é o que resumiu aquele campeonato do Internacional, e não qualquer outra coisa que muitos insistem em afirmar.

Estou confiante, domingo estarei no Morumbi (após meses sem poder comparecer aos jogos), e vejo uma nova estrela surgindo nos peitos de sangue e coração Tricolor. A sexta estrela, a que ninguém (sem polêmicas de CBF e C-13) tem ou sonha em ter, além do nosso querido SPFC.

Obrigado pela paciência de ler até aqui, caro amigo São Paulino (ou não!)


VAMOS SÃO PAULO!
VAMOS SER CAMPEÃO!!

7.8.08

Do Céu ao Inferno em 180 minutos

Mais uma vez, após um mal resultado, venho escrever sobre nosso amado Tricolor. É até difícil escrever algo com a cabeça cheia. Vínhamos de um belo, não!, lindo resultado contra o Vasco aqui dentro do Morumbi e a confiança parecia ter encontrado espaço nas três cores do São Paulo FC. Pois é, parecia! Infelizmente, a noite de quarta-feira somada ao Tricolor das Laranjeiras (Fluminense) parece uma combinação muito indigesta pro SPFC.

No último domingo, São Paulo e Vasco duelaram no certame paulistano, dentro do estádio do Tricolor e fizeram uma partida ímpar neste ano. O Tricolor tomou conta do jogo e criou chances e mais chances de gols. Marcou 4 vezes, duas com o estreante André Lima e duas com o capitão e goleiro-artilheiro, Rogério Ceni. Os cruz-maltinos reclamaram de lances irregulares a favor do SPFC e lances não apitados em favor do Vasco. Reclamaram também da situação do atacante André Lima e do zagueiro Rodrigo, recentemente contratados pelo Tricolor e que só poderiam ser inscritos a partir do dia 3 (domingo), mas tiveram inscrição antecipada para atuarem no mesmo dia. Fato é que, fora dos bastidores que agitaram a mídia no pós-jogo, o Tricolor goleou a equipe carioca por 4x0 e não há o que discutir.

Agora, duro foi assistir à partida de hoje diante do Fluminense no Maracanã. A maior parte da torcida era TRICOLOR (assim, maiúsculo, porque pra mim, Tricolor mesmo é só o nosso São Paulo – os outros são apenas times de três cores). Sem dúvida alguma, a pior partida do São Paulo na temporada 2009. Sim, a pior, pois no ano todo não vi o São Paulo tão apático em campo, tão dominado, tão entregue ao adversário.

Foram 45 minutos angustiantes. Ao fim do primeiro tempo, pensei que o jogo seguiria até o final no empate em 0x0 ou que conseguiríamos fazer um golzinho e levar os 3 pontos pro Morumbi. A certeza deste destino parecia se confirmar ao que Hugo marcou o gol que abriu o placar e, mal sabíamos nós são paulinos, seria um dos placares mais ridículos do ano. Sim, uma repetição sem ter o que tirar, apesar de detalhes mínimos, do que houve na eliminação da Libertadores contra o mesmo Fluminense. 3x1 para o time da casa, com direito a três gols de Washington (o “Coração Valente”), uma falha grotesca do sistema defensivo paulista (no gol a queima roupa), outra falha bizarra do maior goleiro da história do São Paulo (Ceni, no terceiro gol do Fluminense) e um pênalti um bocado discutível, cometido pelo fraquíssimo e irregular Éder. Discutível pois, pra mim, foi jogo de corpo, de lado. Mas alguns acham que foi por trás, e não culpo o juiz e nem o atacante do time carioca, porém acho que foi lance normal. Azar o nosso, inocente (pra não dizer burro) o Éder.

Ressucitamos um cadáver...” - disse Milton Cruz, o auxiliar técnico de Muricy.

O jogo que seria uma “mini-revanche” se transformou num jogo lamentavelmente patético e desastroso. Freguesia carimbada! Do tipo que não apenas traumatiza, mas deixa qualquer um perplexo diante da atuação da equipe. Falando nisso, gostaria apenas de deixar breves comentários sobre os jogadores que estiveram em campo hoje:

1) Rogério Ceni: nosso capitão, arqueiro e eterno ídolo Tricolor não foi feliz no terceiro gol do time carioca. Saiu mal e indevidamente do gol, facilitando, assim, o desenrolar da jogada. Confio no futebol desta fera, mas precisa tomar mais atenção!

2) André Dias: fez uma partida irretocável. Pena que a zaga não é composta por 2 ou 3 Andrés. Apesar de não ser um zagueiro que apóia o ataque com freqüência, tem ótima saída de bola e está afiadíssimo no tempo de bola.

3) Rodrigo: o beque que está em sua segunda passagem pelo Tricolor não fez boa partida. Não foi responsável, a meu ver, nos gols que levamos, mas, sem dúvidas, poderia ter afastado a bola no terceiro (e bizarro!) gol.

4) Éder: o que acontece a este sujeito é algo quase que inexplicável, não fosse sua origem. Infelizmente o lateral veio de um time de pouca tradição e parece não ter assimilado ainda ou não ter mesmo futebol pra jogar no SPFC. Tem potencial, mas ainda não joga 1/3 do que deveria em razão de suas características (força, principalmente).

5) Richarlyson: o “coringa” (volante/lateral) não fez boa partida, é verdade, cometendo algumas faltas desnecessárias, recebendo cartão por imprudência (porque aquilo não foi falta – me refiro a um carrinho na lateral esquerda). Mas também está longe de ter sido responsável pela má atuação do setor defensivo Tricolor. Quando foi exigido, esteve lá.

6) Zé Luís: sinceramente, nulo em campo, nem sequer me recordo de ter ouvido o nome dele com exceção de um momento em que eu mesmo o xinguei (rs!) ao ver uma disputa de bola em que o volante não alcançou a bola e cedeu lateral (a bola era nossa).

7) Jorge Wagner: este eu não consigo entender porque está no time. Muitos, inclusive Muricy Ramalho, o elogiam: as estatísticas o apontam como “Rei das Assistências” da equipe. Em contrapartida, o que percebo é um canhoto que não sabe usar o pé direito em nenhuma jogada, não se movimenta bem em campo, comete muitas faltas infantis e, pra controverter a opinião pública e geral, erra muitíssimos passes e lançamentos/cruzamentos. Seus escanteios, se não são fortes demais, são sempre no primeiro pau, em bolas baixas e fechadas (ou seja, pro goleiro). Lamentável e desesperador ver o camisa 7 em campo.

8) Joilson: apesar de estar em boa fase, o meia/volante/lateral direito não apareceu bem no jogo. Esteve escondido na marcação e quando teve a bola nos pés, pouco criou, além de ter sido marcador fraco. Infelizmente, uma partida muito fraca do ex-botafoguense.

9) Hugo: nosso “meia-esquerda” esteve em uma noite pra apagar da memória. Quando o SPFC ainda tinha o controle da partida, estava fazendo uma apresentação razoável. Parecia que seria o nome do jogo ao marcar o primeiro gol da partida, em chute de média distância no canto esquerdo do goleiro Fernando Henrique. Porém, desapareceu do jogo e ainda por cima cochilou com a bola no meio de campo, possibilitando o contra-ataque que originou o terceiro gol, o arremate do jogo. Ao menos uma coisa, além do gol, Hugo fez de positivo: com uma bela “chaleira”, Hugo mostrou a Jorge Wagner como executar um cruzamento, e que cruzamento!

10) Éder Luís: o jogador correu, correu e correu. Me fez lembrar o velho Leandro, hoje no Tokyo Verdy, porém, assim como tal, perdeu chances incríveis de fazer seus gols. Numa bela triangulação entre Zé Luís (outro lance do volante), André Lima e Éder L., o atacante desmoronou ao perder equilíbrio e pentear a bola na hora do chute pro gol. Isolou uma bola em diagonal pro gol e foi só. Quase morreu de tanto correr e, infelizmente, não pôde fazer muito pela equipe, em termos ofensivos.

11) André Lima: além da triangulação acima citada, não apareceu quase no jogo. Não o culpo por isso, mas pela péssima partida do São Paulo. Não haveria o que fazer dentro de suas características.

12) Aloísio: nosso carismático pivô não vem atuando bem há tempos, perdendo chances e chances pra marcar gols, mas hoje não foi este o problema. O atacante entrou pra dar mais densidade ao ataque são paulino e nada pôde fazer, devido ao vácuo no meio-de-campo presente desde a saída de Danilo (em dezembro de 2006), mas relativamente ofuscada em 2007 por diferentes formações encontradas por Muricy. Sem grandes chances de criar algo, o grandalhão não fez diferença. Infelizmente, pra mim, seu tempo parece ser cada vez mais encurtado na equipe.

13) Jean: o jovem volante não teve tempo de fazer muito. Veio pra recompor o meio e pra dar novo gás e movimentação ao time, mas quando entrou, viu a lambança de Hugo e sistema defensivo (Rogério C, Éder e Rodrigo) e apenas acompanhou o time até os últimos segundos de jogo.

14) Muricy Ramalho: buscou alternativas, reorganizou o time pro segundo tempo, perdeu uma peça importantíssima que vem fazendo a diferença nos últimos jogos (Dagoberto), e parece ter sentido o baque dos gols do Fluminense, como um “agora já era”, vendo a apatia da equipe em campo após o empate. Apenas questiono, de Muricy, com relação à permanência de Jorge Wagner no time mesmo há tanto tempo jogando este futebol que vem apresentando. Poderia experimentar mais (e dar seqüência) ao garoto Alex Cazumba na lateral, com o Hugo pelo meio e o Richarlyson de volante. Ou também escalar Aislan na zaga, ao lado de André Dias e do próprio recém contratado Rodrigo. Mas o fato é que não há mágica em planos táticos, pois, no futebol a mágica está apenas em quem está em campo e no coração de cada torcedor. Se os jogadores não sentirem esta mágica, técnico nenhum pode reverter história alguma.

Seguimos em frente, temporariamente, na quarta-colocação do torneio. Mas é melhor o time firmar suas bases o mais urgente possível, pois o segundo turno está quase para começar, falta apenas um jogo (contra o Goiás) e de lá em diante, qualquer pontinho fará muita, mas muita falta mesmo!

Vamos São Paulo, eu te amo!

31.7.08

Bola no pé e de cabeça erguida...

Primeiramente, mil desculpas pelo sumiço. Período conturbado e um tanto quanto corrido no dia-a-dia. Mas... depois de duas rodadas, volto a escrever. Não quis escrever logo após a partida de domingo, contra a Portuguesa, pois não queria me preciptar em comentários. E hoje, não foi apenas mais um jogo. Mas apesar do resultado não ter sido agradável e muito menos o desejado, gostei da atuação da equipe (com ressalvas). Por que? Bem, explico minhas razões.

Comentarei apenas a partida de hoje, entre São Paulo e Figueirense em campo adversário. Um futebol veloz e dinâmico, com jogadas pelas pontas e muita alternância da esquerda pra direita e da direita pra esquerda. Bola jogada no chão, sem muitos chutões ou chuveirinhos, ou seja, do jeito que nós desejamos. É bem verdade que tomamos um gol muito cedo, logo aos 7 minutos do primeiro tempo, em contra-ataque rápido da equipe da casa, em raro momento de desatenção da defesa durante toda a partida. Este gol que, por sinal, foi determinante no placar indigesto.

Devo ressaltar, novamente, a atuação do camisa 25 do São Paulo FC: Dagoberto. Parece que, de vez por todas, conquistou seu espaço e respeito em campo. Reencontrou seu futebol que o consagrou e está com uma postura ofensiva diferenciada. Não é mais aquele jogador que eu sempre tanto critiquei que apenas corre pelas pontas, abre na linha de fundo, sem objetividade alguma, não arrisca chutes, e, assim, perde jogadas incríveis, oportunidades claras de gol. De algumas partidas pra cá (arrisco 6 partidas talvez), vem mostrando agressividade tal que muito me agrada. Pega a bola no meio ou já na frente da área adversária, parte para um drible curto e dispara na corrida, buscando sempre o gol ou um companheiro melhor colocado pro arremate. Não se esquiva de divididas e não se esconde do jogo. Chama marcação, chama jogo, chama bola e chama a atenção em campo, com sua velocidade e chutes venenosos. Quando não basta isso, marca bem a saída de bola e volta muito pra ajudar a recompor o meio campo tricolor. Além do mais, vem executando ótimos cruzamentos, além de tabelas e triangulações no setor de ataque são-paulino. Ah!, e ainda uma bela bola colocada na furquilha (leia-se, quina entre trave e travessão). Pena não ter entrado: seria uma pintura!

Outra figura que merece grande atenção é André Dias. Quem me conhece sabe que sempre apreciei o futebol do beque, porém este ano, sem dúvida, apesar de um começo irregular, vem sendo um ótimo ano. Prova disto são as últimas rodadas. Apesar de não termos vencido todos os jogos (conquistamos 13 dos 18 pontos disputados) e de não termos vencido todas as partidas sem levar gols, André vem se mostrando muito seguro. Melhorou na velocidade e posicionamento, mal tem cometido faltas bobas (apenas necessárias ou "inventadas" pela arbitragem), utiliza-se de bom domínio de bola para sair com a bola nos pés quando possível, e não hesitar quando precisa usar o famoso "chutão". Hoje e domingo, ao lado de Aislan, mostrou que, apesar de Miranda e Alex Silva fazerem falta ao elenco, o futebol da defesa não cai tanto de nível. Com a provável saída de Alex e a possível saída de Miranda, ambos para o futebol europeu, ao lado de nomes como Aislan, Rodrigo e Anderson, André me traz segurança e tranqüilidade com relação ao futuro da defesa tricolor. Um novo xerife, ou quase...

Outros destaques positivos pra noite de hoje, a meu ver, são Hugo e Éder Luís. O primeiro, por razões óbvias. Apesar de não ter feito grande partida, criou boas opções de ataque, chances de gol, executou com maestria uma bela bicicleta (tinha de ter sido gol!!) e fechou sua atuação com um gol no melhor estilo europeu: uma bomba com efeito, lançada de lá do meio da rua no ângulo direito do goleiro do Figueirense - indefensável! Gol este que, por sinal, cravou o empate do São Paulo. Já Éder Luís não teve tanto tempo para mostrar serviço, porém deu mobilidade ao setor de meio campo e de ataque, proporcionando maiores opções de jogadas pela frente e mesmo dentro da área adversária.

Richarlyson, Zé Luís, Rogério e Joilson não comprometeram e, apesar de um deslize aqui e acolá (principalmente de Zé Luís), fizeram uma boa partida. Já Jorge Wagner que, rodadas atrás eu havia criticado muito e depois voltei um pouco atrás, não apresentou metade de seu futebol. Novamente, penso em campo, não domina uma bola com o pé direito e, com excessão a um único lance (um cruzamento, que não deu em nada), mal utiliza o pé direito para um mísero passe. É canhoto, mas Hugo e Richarlyson também são e sabem utilizar, ao menos pra fazer um "arroz com feijão", o pé direito. Me incomodo bastante com isso e não é por pouco, afinal, se o meia/ala utilizasse seu pé direito mais vezes, ao menos pra jogadas simples, nosso jogo não voltaria tantas vezes do ataque pra defesa (pois não toca com a direita, então recua a bola com o "pé bom"). Além de perder boas chances de arrematar pro gol com a direita.

Do outro lado da moeda (literalmente), na lateral direita, Éder não vem me agradando. Jogador pesado e lento, não apóia bem o ataque e não vem executando bem a cobertura e marcação no setor defensivo. Infelizmente, se assim continuar, logo logo conquista cadeira cativa, no banco.

Mas a "medalha" pra pior atuação hoje, sem dúvida alguma, vai para Aloísio. Este sujeito, que eu particularmente gosto bastante, não vem jogando bola há um bom tempo. Sem considerarmos a única boa jogada do "homem de referência" do atual ataque tricolor na partida (quando ajeitou, dentro da área, com o peito, uma bola para Dagoberto bater em cima do goleiro), não fez nada na partida, além de errar (e feio). Em um de seus erros, após a bela bicicleta de Hugo, pegou o rebote, chutou a bola com o tornozelo (perdeu o tempo da bola) e achou que entraria assim mesmo, até a bola ser salva por um zagueiro catarinense. No outro momento, teve incrível chance para bater a gol e preferiu, após ajeitar a bola pro pé direito, dar um corte no zagueiro que vinha roubar a bola. Resultado: perdeu a bola e a grande chance de gol. Não é de hoje, mas agora com a chegada de André Lima (com sede de gols nos treinos) e a volta de Borges (espero que breve), vai perder de vez a vaga no time titular. Não tenho dúvidas.

De qualquer maneira, com os reforços que vieram e logo devem estrear, talvez já contra o Vasco, e os jogadores que se recuperam de contusões (Miranda e Borges), confio na caminhada do Tricolor rumo ao Hexa e à vaga na Libertadores-09. Se o futebol apresentado pela maior parte da equipe se repetir e nossos homens de frente tiverem (ou mantiverem) os pés calibrados, a tendência é continuarmos em ascenção. Hoje, perdemos a chance de figurar no pelotão de frente do nacional, mas o empate nos possibilitou continuarmos colados nos líderes. A hora é de continuarmos torcendo e mantermos as expectativas, pois agora em agosto muita coisa muda com a janela européia se encerrando e jogadores dando adeus às suas equipes. Se vier o tão cobiçado "meia-de-armação" que tanto esperamos este ano (e ano passado), acredito que temos tudo pra atropelarmos no segundo turno.

Vamos São Paulo! Eu te amo, Tricolor!

Obrigado a todos.

24.7.08

Perder, um perde... Mas, de que forma?

Saudações, tricolores! Hoje, mais um post em busca de explicações e razões para a derrota por 2x0 ante o Internacional. Lamentações e críticas, sim, afinal eu também sou torcedor. Mas vamos lá, na busca por um raciocínio lógico e coerente. Desde já, obrigado a todos pela visita!

Mas que preocupante, não?! Pode parecer exagero, mas creio não ser o único que se preocupa demasiadamente com as derrotas mais recentes. Digo-vos por que. Não é uma mera questão de perder, vencer ou empatar, mas sim, de como estas coisas acontecem. Qual a tônica dos jogos, o que podemos ver e esperar do time, o que nos faz acreditar, ou não, em uma boa temporada (além de apresentações isoladas).

Na partida da noite de ontem, São Paulo FC e Internacional de Porto Alegre fizeram um dos jogos mais travados e feios que já assisti no campeonato brasileiro de 2008. Não, não estou falando isto pelo placar, não! “Longe de mim estar incomodado apenas por isto. É bem verdade que as derrotas são sempre ruins, porém o que mais me foi desagradável foi o futebol apresentado pelas equipes, em especial o péssimo futebol da equipe tricolor.

É mister ressaltar que peças importantíssimas do elenco desfalcaram o São Paulo no jogo de ontem: Miranda e Borges estão contundidos, em processo de recuperação por, pelo menos, mais 3 semanas; Alex Silva e Hernanes estão com a seleção olímpica, em busca da inédita medalha nos jogos de Pequim. Porém, isto não é justificativa para más atuações de um grupo que treina junto quase todos os dias, se conhece há anos (alguns apenas dias ou meses) e só fazem isto da vida: jogar futebol.

Tudo bem, eu sou o primeiro a admitir que a vida seja feita de altos e baixos e que têm dias em que não acordamos bem – ou de saúde, ou de espírito. Não somos máquinas programadas para executar tarefas com preciosa exatidão e eficiência, contudo não posso ignorar que, quando exercemos determinada atividade como nossa principal atividade, devemos estar sempre prontos e preparados para que, no coletivo, os problemas individuais sejam menos relevantes.

Ontem, minha indignação se fez surgir por problemas que considero quase-crônicos no elenco são-paulino. Primeiramente, o problema arrastado desde janeiro de 2007: não temos um meia que dê qualidade ao passe de bola no meio de campo, ligando defesa e ataque (que saudades do Danilo). Este fator já esgotou a paciência de qualquer são-paulino que acompanhe às partidas do time, e eu não sou diferente. Enquanto não tivermos um jogador que cadencie a bola no setor, visualize o jogo e as opções, acalme o jogo, valorize a posse e que sirva com passes, lançamentos e cruzamentos precisos a seus companheiros, nosso meio de campo terá apenas uma função: marcar o time adversário. O assunto cansa, mas cansa mais assistir a um jogo e sentir a falta disso.

Segundo ponto (problema): Juninho não é zagueiro pro São Paulo FC. Infelizmente, pode até ser uma questão de falta de ritmo, falta de partidas, mas não dá pra confiar no cara “nem que a vaca tussa”. Não tem tempo de bola, perde muito facilmente numa corrida e é facilmente levado por um jogador (qualquer) minimamente habilidoso. No jogo de ontem, foi por ele que passou a bola, que sobrou pra Nilmar (ótimo atacante, diga-se) empurrar para as redes. Eu desejo que ele me cale e reverta a situação, mas já não espero muito isso não.

Terceiro: Jorge Wagner não está em um bom ano. Não é um problema crônico, não. Sei muito bem disso. Mas seu rendimento em 2008 está muito baixo, não somente pro seu padrão, mas com relação a seu aproveitamento mesmo. Percebo muita paciência e confiança de grande parte da torcida e de nosso técnico, Muricy Ramalho, para com ele, porém há tempos (este ano) que venho observando certas coisas. O ex-jogador do Internacional não sabe jogar com o pé direito, nem pra dominar a bola, quanto menos fazer passes, cruzamentos, lançamentos e chutes a gol. Tudo bem, admito que ele deu belas assistências nos últimos jogos (inclusive no gol mal anulado da partida de ontem), porém se contarmos quantos passes mal executados (isso é fundamento básico), quantas oportunidades de chute a gol que ele deixa de tentar, quantos escanteios mal batidos (sempre no primeiro-pau ou pra longe da área), é algo de me dar desespero. Além destes problemas, JW não tem velocidade (mesmo não sendo meia de cadência) e quando tem de assumir postura defensiva na marcação, sempre, ou quase sempre, perde na corrida pro adversário, pois não tem nem pique nem explosão. Júnior não vem em boa fase há mais de ano, então não seria opção viável, a meu ver, porém o garoto Alex Cazumba parece ser uma ótima opção para o setor, pois dá muita movimentação e tem bom passe e cruza e lança bem.

Quarto problema: nossa lateral direita é uma coisa misteriosa mesmo. Desde a saída de Cicinho, a queda tem sido constante ano a ano. 2006 foi o ano em que Ilsinho assumiu a lateral/ala direita. Um belo jogador, porém não tão bom (eficiente) quanto seu antecessor. No segundo semestre, Souza assumiu a posição, como “coringa” e desempenhou-a muito bem, conquistando o título de melhor lateral do torneio nacional. Em 2007, foi a vez da bagunça estabelecida. Souza foi pro meio-de-campo (origem) e tivemos o zagueiro Breno, revezando com Alex Silva ou até André Dias, a função de lateral direito, num 3-5-2 mutável para 4-4-2. Isto, também, em razão das sérias contusões de Reasco (contratado em 2006, após a Copa do Mundo, já dispensado, de volta à LDU para a disputa do Mundial Interclubes). Em 2008, nossa diretoria trouxe reforços para o setor como Jancarlos e Éder, além de Joilson. Acontece que o primeiro não correspondeu às expectativas de maneira alguma. Não é marcador e nem apóia o ataque devidamente. Toda jogada ofensiva contra o São Paulo pelo lado direito da zaga é certeza que chegará perto da área, em compensação quando a bola é do São Paulo, o campo fica penso para a esquerda e Jancarlos some de vez na partida. Já, Éder mostrou força, poder de marcação e bom toque, porém uma certa lentidão com e sem a bola, o que fez que perdesse lugar para Jancarlos. Já Joilson, chegou como destaque botafoguense no brasileiro passado e demorou a engrenar no Tricolor. Quando subiu de produção, foi ao ser adaptado como meia/volante pela direita, e não como lateral, ou seja, laterais de confiança não temos, pois o jovem Rafael não inspira isso, não ainda. Além do mais, surgiram informações que dão conta de que Jancarlos estaria sendo negociado com o Fluminense (a que valores, não sei).

Em suma, são diversos problemas a serem consertados. Jogadores que demoraram a engrenar na equipe subiram de produção (Dagoberto e Joilson), outros voltaram a ter baixo rendimento (Hugo), outros recuperaram a boa forma apesar de certos exageros e firulas desnecessárias (Richarlyson). Mas se o futebol continuar neste nível, será complicado levantarmos alguma taça este ano. Temos duas possibilidades: o Hexa nacional e a inédita Sul-americano. Qual você prefere? Ou então, basta, pra você, a vaga na Libertadores-09? A janela européia está no fim, agosto está aí, será que vem um meia pro time? Será que algum de nossos jogadores vai sair (Hernanes e Alex Silva são os mais cotados)?

Eu sempre acredito e torço, mas sinceramente, não estou muito confiante, mesmo com as recentes vitórias. Foram 3 vitórias, duas convincentes e uma no aperto: assim como haviam sido a seqüenciadas sobre Atlético Mineiro, Flamengo e Sport. Mas depois daquelas três, tivemos um empate em casa contra o Ipatinga! Desta vez, o adversário foi o Internacional, muito mais qualificado e mais forte, e jogamos como visitantes, mas – apesar dos méritos da equipe gaúcha – o futebol tricolor desapareceu e se mascarou sob si mesmo. É o que sempre me preocupa. Perder faz parte, pois não jogamos sozinhos e os adversários também se preparam pra vencer, mas perder como perdemos é lamentável e preocupante.

De qualquer forma, Vamos São Paulo!!

21.7.08

Força, Tricolor!

Bem vindos, caros amigos tricolores! Hoje, um post dedicado apenas a uma breve reflexão sobre o comportamento do nosso São Paulo no atual brasileiro e o que espero para o andamento da competição e da temporada.

Novamente, revivendo o prazer e me deliciando com o gosto da vitória. O sabor aconchegante e doce da vitória. Porém, cabe sempre a pergunta: até quando este gosto será presente na boca?

Estou apenas questionando isto por me ver intrigado com o que há muito pouco, em uma coluna, li. Trata-se de um texto do jornalista e comentarista esportivo André Rizek, no qual Rizek utiliza-se de termo um tanto quanto forte e inadequado, a meu ver, porém para descrever um fenômeno interessantemente triste: “um time vagabundo”. Após belas e importantíssimas vitórias sobre Palmeiras (arqui-rival) e Vitória, o São Paulo FC parece se encontrar em um estado de relaxamento tal que chega a ser sempre preocupante e caracterizar um time conformado.

(imagem: "a Dama e o Vagabundo" - Walt Disney)
Neste último domingo, o SPFC venceu o Botafogo do Rio de Janeiro em placar apertado (2x1) em casa. Porém, o placar não explica como foi o jogo em si, mas sim, apenas, denota o vencedor da partida, para os que gostam de resultados e dados estatísticos. A qualquer um que pôde acompanhar a partida, seja no estádio, televisão, rádio ou mesmo virtualmente, pela internet, ficou nítido que o futebol apresentado pela equipe tricolor não foi dos mais convincentes. Depois de um início forte, no qual conquistou 3 escanteios seguidos com menos de 5 minutos de jogo, e mais algumas outras jogadas ofensivas, o time paulista não criou muito e viu o jogo ficar parelho. Felizmente, após bela (belíssima, digo) tabela no meio de campo entre Jorge Wagner, Éder Luís, Jorge Wagner (novamente) e Alex Cazumba, nosso lateral esquerdo (jovem, veloz e com bom poder ofensivo) foi derrubado na área pelo goleiro botafoguense, o uruguaio Castillo, e o juiz assinalou pênalti. Rogério Ceni foi pra bola e converteu a chance em gol em impecável cobrança, assinalando assim um gol importante da história do campeonato brasileiro (o de número 1500 do clube paulista, o primeiro clube a chegar a tal marca).

Do mais, o que se viu foi o time carioca oferecer alguns lances de perigo e só. No segundo tempo, na casa dos 30’ o visitante empatou a partida com o polêmico e instável jogador Carlos Alberto. O meia (ex-Corinthians, ex-Fluminense, ex-São Paulo, hoje no Botafogo, emprestado pelo Werder Bremen) anotou um gol e comemorou como se tivesse uma imensa paixão pelo clube carioca (? – não entendi ainda). Apenas nos minutos finais, Dagoberto conseguiu colocar a cabeça na bola, depois de jogada de Aloísio à direita da pequena área de Castillo, que jogou a bola no pé de J. Wagner que cruzou perfeitamente. Durante o segundo tempo, o domínio do jogo foi pleno do Botafogo. O Tricolor apenas assustou com alguns cabeceios (um deles na trave, por Zé Luis) e chutes de média e curta-distância, mas ainda no primeiro tempo da partida.

A vitória é importantíssima e, somada ao golpe da equipe do Vitória sobre o Flamengo, aproximou os 6 primeiros colocados de vez na pontuação. O Flamengo não tem mais de 3 pontos em relação ao 5 colocado (SPFC), e apenas 4 pontos em relação ao 6º (Palmeiras). O bolo aumentou e as chances e expectativas também. O sonho do hexa não é só possível, mas mais do que nunca, absolutamente real e forte, porém, como alertou Rizek, o Tricolor tem de acordar e não apenas abrir os olhos por 5 minutos. Fato é que somamos pontos sobre as mais fortes equipes da competição, com vitórias mais do que convincentes, exceto contra o Cruzeiro (apenas um empate), contudo perdemos pontos frente a adversários mais fracos (Ipatinga e Náutico – ambos, em casa).

É mais do que essencial e de tremenda importância que o pique não se esvaeça, a confiança aumente e a vontade se prolongue, pois sem um destes elementos, não vejo grandes chances de alcançarmos o inédito e sonhado Hexa. Será que contra o Internacional (adversário forte, mas não está tão bem na tabela) o São Paulo apresentará novamente futebol burocrático e sem criatividade, acuado e sem grande poder agressivo? Ou então veremos um São Paulo mais maduro e firme em suas investidas, em prol de mais uma importante vitória, a primeira seqüência “quádrupla”? O que você pensa disso, caro leitor?

Ah, apenas pra concluir, com um ar mais otimista, hoje nos treinos do Tricolor, o recém contratado por empréstimo, André Lima, foi estrela em jogo-treino amistoso contra o “Pão de Açúcar”. Na vitória por 7x0, o atacante (ex-Botafogo) marcou 4 gols, seguido por Roni (que fez 2, também atacante, de 17 anos) e o volante Wellington (1 gol). Com a volta de Borges (goleador-nato, a meu ver), uma superação de Aloísio “Chulapa”, a reação à fase de jejum de Dagoberto, o amadurecimento de Éder Luís na equipe, parece que nosso treinador terá dores de cabeça (graças!). Além, é claro, da dupla “Rodrigo e Anderson” na zaga, que têm tudo para substituir a possível e provável saída de Alex Silva (espero que só ele, pois Miranda é muito importante à equipe e espero ver André Dias mantido na equipe titular).

Parece, então, que um novo São Paulo está se formando, com novas bases, nova estrutura - e um velho e comum hábito se aproxima: o de erguer taças.

Desperte, Dragão!
Pra cima do Internacional, vamos São Paulo!
Em busca do Hexa, me chama que eu vou.

Obrigado e, a todos, um forte abraço!